Nada na vida…
… é por acaso.
Costumam dizer.
Pois eu não sei.
Hoje em dia eu duvido de tudo. É tão estranho que tenha perdido a fé cega que eu tinha como certa. Talvez os últimos (não tão últimos) acontecimentos tenham me levado a esse ponto. Somos isso, não é mesmo, cara pálida, o que a estrada fez de nós. Fingimos que estamos no comando. Fingimos tão bem. E vamos levando.
Estou por aqui. Sempre estive. Sempre vou estar. É tão louco esse sentimento. Ele nunca me deixa totalmente. Fica meio adormecido, sussurrando, quando menos espero me sorri. E cá estou novamente, no mesmo lugar. Mas não sou mais a mesma. Não que eu queira. A gente tem que aprender a deixar ir certas coisas e a manter apenas o essencial. Por mais que nos pese. E nossa, como às vezes isso nos pesa… faz tanta falta pequenos gestos e momentos. Mas seguimos.
Se me perguntam o que mais quero no momento é conseguir voltar com as minhas histórias leves e despretensiosas. Porque elas ainda existem, não desista de mim. Ainda sou uma pessoa alegre que me divirto com as pequenas coisas e que faço do meu dia uma aventura. Ah, mas é tão cansativo. Então deixe que seja apenas assim por enquanto. Nós falando das trivialidades do coração e da dor que é ter um coração que pesa demais e demais.
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