Eu que já não quero mais ser um vencedor...
As pessoas têm essa ânsia de tudo ao mesmo tempo agora e para já.
Eu devo ter tido em algum momento por motivos que agora me falham mas com certeza devem ter sido os errados. Porque eu nunca fui muito certa mesmo.
Mas o caso é que vejo o povo todo se matando e quase morrendo e eu só fico considerando, por quê, gente?
Ok, ok.
Não sejamos hipócritas.
Sabemos o porquê.
Mas mais uma vez são pelos motivos errados na maioria dos casos.
Vivemos na sociedade do imediatismo, dos likes, da fama pela fama. Ninguém mais quer fazer a diferença por realmente fazer A diferença. As pessoas querem ir para um programa de TV dizer que fazem caridade. Esqueceram o velho dito: o que a minha mão direita faz de bem, a esquerda não deve saber.
Além disso, as pessoas não querem mais "ser ricas" apenas por condição financeira. Longe disso. Elas querem para ostentar, para ganhar visibilidade, likes, seguidores. Querem ser adorados, invejados.
Se não é visto, se não é cobiçado, não vale a pena ter, fazer, viver.
Então é isso? Nos resumimos a 15 segundos num aplicativo, a falas para telas, a fotos que são compartilhadas com hashtags para maior engajamento e assim nos sentimos mais valorizados?
Eu vi essa sociedade se expandir e acompanhei esse desenvolvimento e até agora tô tentando descobrir como é que esse povo fica rico com esse mundo doido, onde só levantar um produto na frente de uma câmera rende mais dinheiro que o suor de um pai de família durante um ano inteiro por vezes. E, mais uma vez, não vou ser hipócrita e dizer que não queria não estar comendo nem que fosse uma lasquita desse bolo mas me falta muito para ser parte desse mundo.
Começando porque né... Nem um "arrume-se comigo" o hype do momento (que voltou com tudo, né, meus amores, porque é jurássico), eu tenho paciência. Depois vem a falta de desenvoltura com a câmera por si só. E a eterna autocrítica - porque nunca nada está bom o suficiente. Essa é a realidade. E sem contar que pra onde se olha parece que tudo está saturado. Por mais que os entendidos digam que não, sempre há espaço. Não, amigos, não há. Isso não é um universo infinito. Ou até é né. Mas como no universo real, há estrelas que nunca serão vistas ou lembradas.
Enfim.
Fiquemos com essa sensação Black Mirror (posso falar isso? Alguém ainda lembra? Vão pegar a analogia?), porque os tempos estão cada vez mais assim.
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