Brasil, o país do Empreendedorismo
Eu acho que 2019 já deu.
Já deu em diversas esferas, aspectos e espectros mas a gente tá ae, tendo que levar bem mais uns dois meses.
Eu não sei qual vai ser a palavra do ano, mas acho que no Brasil deveria ser Empreendedorismo. Tá, deveria ter sido essa nos últimos 5 anos, mas no último ano, com todas as mudanças que vieram com as novas leis apresentadas, ganhou em disparada.
Daí que eu sou a menina dos cursos né. Se eu não tenho nada pra fazer eu durmo faço cursos. Descobri o maravilhoso mundo do SEBRAE. Eu já conhecia o SEBRAE de outros carnavais mas 2019 foi o ano que eu usei e abusei do mesmo. Vários cursos de grátis. E nossa, como o povo aposta nesse trem de empreender hein. Leva fé mesmo. Acho bonito essa coisa toda.
Só que todo mundo esquece o detalhe que a Maria da Paz fora da novela é um pouco diferente e se ela for cheia de manias o povo vai é achar ela bem chata. Em tempo: o que tem de gente fazendo bolo pra fora né não? Até Rosinha Garotinho entrou na onda. Empreendedora nata.
O caso que ninguém parece se dar conta é que pra empreender de verdade se precisa de algo bem interessante: dinheiro. Simples e puramente, dinheiro. Se você não tem dinheiro, amigo, você nada mais é que um empregado sem vínculos empregatícios, trabalhando para alguém (que não é você) ficar rico.
Muita gente acredita que o caminho mais fácil é ter uma franquia. Tem franquia que te pede só pra começar a brincadeira 50 mil. Outras 500 mil. Outras você sequer vai ser dono efetivamente da franquia, só vai ter seu nome na porta e um salário bem polpudo (mas você vai ter investido uma grana bem pesada pra que isso tenha ocorrido, tá criança. Ninguém te pegou na rua e disse "vem cá, vou te dar um negócio pra administrar e ficar rico).
Eu já pensei que ficaria rica fazendo o que amo. Agora eu só queria me aposentar mesmo para fazer o que gosto. E já tenho certeza que me aposentar é sonho distante porque né. O governo cagou na minha cabeça porque não é problema deles se eu pago tudo direitinho desde 1993. Então, já estou no momento de virar a chave e recomeçar a traçar novos planos.
Quer entender o que é ser um empreendedor? Pois entenda as características de um empreendedor. não está relacionado a negócios. Nunca esteve. Porque a gente está no Brasil, criança, se você não tem pai rico, comece pensando fora dos negócios. Voltando: Ser empreendedor é pensar que há reveses, há mudanças. Então há que se ter resiliência. E ter boa vontade em tudo que se faz. Tudo mesmo. Inclusive (e sobretudo) nas coisas que não se quer fazer. E ter claro que nada é imutável. E que às vezes os planos mudam sim. E que um monte de coisas é modinha. Pela Santa, fuja das modinhas. Eu já caí nas modinhas. Foi uma queda feia.
Seja fiel ao que você gosta, ao que você ama. Tudo o resto precisa ser degraus para que você atinja o seu objetivo. Mas não se agrida para isso. Não se rebaixe, não se diminua. Porque senão não valerá a pena.
Ah, mas o importante (e aí vem o balde de água fria): tenha sonhos possíveis. Desculpa. É a realidade. Trace metas. Metas viáveis. Se você se propor a coisas inalcançáveis (opa, vou aqui escrever que quero meu cheque de um milhão), já vai se auto-sabotar. Mais realista se dedicar para que ao final do ano tenha conseguido juntar 5 mil. Ou 10 mil. Ou 15 mil. Seja realista, apenas isso.
E lembre-se que:
* Tudo vale a pena quando a alma não é pequena - Fernando Pessoa seria coach hoje em dia, vai por mim.
* E que depois que tudo passe, o que nos fique seja apenas o aprendizado - nos momentos mais difíceis que eu passei foi "esse mantra" que me fez seguir adiante. E me faz seguir até hoje.


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