Das muitas que aqui habitam
(update se vc veio aqui antes e sei lá por que voltou agora: levei 4 meses para conseguir reler esse texto. Reli e pensei: caralho, quantos erros de ortografia e gramática. Culpo os remédios. Sorry. A psiquiatria é uma ciência que não preza pela linguagem escrita. Beijos)
Eu venho tentando traçar uma linha cronológica, montar um índice, fazer aqueles caderninhos coloridos, bullets ou algo assim que se chamam, não é mesmo?
Percebi que isso não está sendo possível e nem o estará visto que nos últimos tempos nem manter uma agenda de horas de sono estou conseguindo.
Sinto que nos últimos anos fiquei sentada, fingindo que nada acontecia e evitando os sussurros que vira e mexe repetiam "the winter is coming". Pois de nada adiantou porque ele veio com tudo e eu, simplesmente, deixei me levar. Balancei os ombros e disse "foda-se". It's done.
E aqui estou eu, com as outras que também são eu, tentando entender como é que deixei, por livre e espontânea vontade, chegar nesse ponto. Talvez eu estivesse, simplesmente, cansada. E aê teve toda aquela conjectura astral e as coisas descarrilharam de vez e mais uma vez eu disse foda-se e fiquei só observando porque, nossa, eu tava muito cansada.
A parte boa (bah, como se pudesse usar impunemente esse adjetivo), é que tenho a clara sensação de que 2017 é o ano que vou fazer o que vou fazer de maneira mais consciente. Quero dizer que, orgulhosamente vou poder dizer que todas as decisões que tome serão minhas. Inclusive as grandes merdas que decidir. Que tem sido muitas. Mas tudo bem. As aceito. Estava no sofá vendo o circo pegar fogo então é isso mesmo.
Bem, mas vamos deixar claro a quem por ventura ainda estiver por aí nesse papel tão divertido de stalker: as coisas não estão bem não. Esse ano tudo explodiu e eu liguei o foda-se mesmo porque se eu não olhar por mim, ninguém mais o fará. Se eu seguisse acreditando no mantra "segue a sua vida que tudo se ajeita" talvez eu não estivesse escrevendo isso aqui. Porque as pessoas, no fundo, não estão querendo resolver o seu problema. Elas querem te dar uma resposta bonitinha e construtiva para que elas (sim, ELAS e não VOCÉ), se sintam bem porque foram boazinhas, deram bom conselhos. Elas não entendem. Não vou dizer que todas não querem entender... Mas elas simplesmente não entendem. Não rola empatia. Não porque sejam más pessoas. Ou porque no fundo sejam, mas isso não vem ao caso.
Elas não entendem porque não estão na sua pele, elas não sabem quantas de você há sob a sua pele, elas não veem suas nuances, não entendem os seus medos e não sentem as suas perdas.
Elas só veem que você se isola demais, falta demais, perde a paciência demais, não cumpre os prazos e menospreza compromissos.
Elas não sabem de você. Essa é a realidade.
Não se sinta mal por isso. Porque você tampouco sabe sobre elas. Cada um é uma ilha. São raros que visitam a sua ilha e muito menos você visita as ilhas alheias....
Então neste meu inverno estou vivendo cada dia por vez. Porque há dias regulares, há dias cinzas e dias que eu tenho certeza absoluta que nunca mais vai ser decente, que vou conseguir acordar e dormir sendo a mesma, sem nuances, sem medos e tristezas.
E é essa a luta.
A minha luta.
E ninguém tem nada a ver com isso.
Percebi que isso não está sendo possível e nem o estará visto que nos últimos tempos nem manter uma agenda de horas de sono estou conseguindo.
Sinto que nos últimos anos fiquei sentada, fingindo que nada acontecia e evitando os sussurros que vira e mexe repetiam "the winter is coming". Pois de nada adiantou porque ele veio com tudo e eu, simplesmente, deixei me levar. Balancei os ombros e disse "foda-se". It's done.
E aqui estou eu, com as outras que também são eu, tentando entender como é que deixei, por livre e espontânea vontade, chegar nesse ponto. Talvez eu estivesse, simplesmente, cansada. E aê teve toda aquela conjectura astral e as coisas descarrilharam de vez e mais uma vez eu disse foda-se e fiquei só observando porque, nossa, eu tava muito cansada.
A parte boa (bah, como se pudesse usar impunemente esse adjetivo), é que tenho a clara sensação de que 2017 é o ano que vou fazer o que vou fazer de maneira mais consciente. Quero dizer que, orgulhosamente vou poder dizer que todas as decisões que tome serão minhas. Inclusive as grandes merdas que decidir. Que tem sido muitas. Mas tudo bem. As aceito. Estava no sofá vendo o circo pegar fogo então é isso mesmo.
Bem, mas vamos deixar claro a quem por ventura ainda estiver por aí nesse papel tão divertido de stalker: as coisas não estão bem não. Esse ano tudo explodiu e eu liguei o foda-se mesmo porque se eu não olhar por mim, ninguém mais o fará. Se eu seguisse acreditando no mantra "segue a sua vida que tudo se ajeita" talvez eu não estivesse escrevendo isso aqui. Porque as pessoas, no fundo, não estão querendo resolver o seu problema. Elas querem te dar uma resposta bonitinha e construtiva para que elas (sim, ELAS e não VOCÉ), se sintam bem porque foram boazinhas, deram bom conselhos. Elas não entendem. Não vou dizer que todas não querem entender... Mas elas simplesmente não entendem. Não rola empatia. Não porque sejam más pessoas. Ou porque no fundo sejam, mas isso não vem ao caso.
Elas não entendem porque não estão na sua pele, elas não sabem quantas de você há sob a sua pele, elas não veem suas nuances, não entendem os seus medos e não sentem as suas perdas.
Elas só veem que você se isola demais, falta demais, perde a paciência demais, não cumpre os prazos e menospreza compromissos.
Elas não sabem de você. Essa é a realidade.
Não se sinta mal por isso. Porque você tampouco sabe sobre elas. Cada um é uma ilha. São raros que visitam a sua ilha e muito menos você visita as ilhas alheias....
Então neste meu inverno estou vivendo cada dia por vez. Porque há dias regulares, há dias cinzas e dias que eu tenho certeza absoluta que nunca mais vai ser decente, que vou conseguir acordar e dormir sendo a mesma, sem nuances, sem medos e tristezas.
E é essa a luta.
A minha luta.
E ninguém tem nada a ver com isso.
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