Pois.

Há toda aquela tentativa, todo aquele lance de um dia de cada vez, que há várias fases, mas que tá tudo bem, porque isso também passa. E a gente tá lá, vivendo, meio que surtando nuns dias, rindo em outros e vendo, vendo, vendo... Vendo que a vida continua, que você meio que continua, que o mundo ainda gira e que já é abril de novo e invariavelmente sempre que o dia 07 se aproxima as coisas meio que saem dos eixos... Mas você não quer ver, finge que assim é melhor, que tá tudo bem, que tudo vai ficar bem, mesmo que já tenha estado no precipício e que tudo tenha sido escuridão e nada, nada, nada será como antes. E não, não se acalma. E a não-calma é cada vez mais frequente e você, logo você, passa a ter insônia. E é tanta coisa, tanta coisa que não cabe no peito, não cabe na cabeça, não cabe na alma. E nada, nada, nada, mais uma vez, faz sentido. Porque, repetidamente, estamos lá, sentindo demais. O vazio, o silêncio, aquela necessidade louca de sumir. Deixar de ser, deixar de estar. Se pode enlouquecer em paz? Sair, fugir? Mas como sair e fugir de si próprio, do que não se é mais? Como deixar para trás o que está dentro de si? Como esquecer o que se sente, o que forma parte, o que dividiu?

Não, não há dias bons.
Há dias muito ruins e dias menos piores.

E não sei em que estágio estamos e o mantra segue sendo 'isso também passa'.









Só que não tá passando.

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