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Olá, cara pálida, tudo bem?

Seguinte, esse post aí debaixo deve ter feito aniversário... Não sei de quando é... Mas pelo começo dele, acredito que seja dos meados de Julho. Uma sexta-feira perdida no fatídico mês de julho de 2014. Não, eu ainda não quero falar sobre isso. Mas acho legal deixar o post aqui. Para que eu nunca esqueça, sobretudo que eu sempre tento manter o positivismo ganhando. Porque né, se não fosse assim eu já teria surtado nessa porra tudo. Porque é brabo, gente, é brabo quando a vida resolve de colocar a prova. 

Enfim,é bobinho, é meio sem nexo e lógica (porque eu não quis mexer em nada e é quase certo que escrevi morrendo de sono... hahaha...visto que, simplesmente, não o publiquei e O APAGUEI DA MENTE), mas tá aí. É honesto. =) 






A vida dá umas guinadas muito doidas, né?
Daí que você acha que sabe de tudo, que tá pronto pra tudo e... BAM! Ela mostra que você não sabe de nada, inocente...

Mas eu não quero falar sobre isso.

Vamos falar sobre TexPix, a  câmera mais vendida do Brasil?

Rá.
Nem...

Vamos falar sobre coisas bizarras que realmente resolvem acontecer todas no mesmo dia, tudo junto e misturado.

A gente sabe que o dia vai ser auspicioso quando o começa acordando de um sonho onde você estava tirando uma #selfie com um monte de pessoas "descoladas" no final de uma balada na Zona Portuária do RJ. Daí, do nada, pula pra um ex emprego seu, de onde você saiu fudida financeiramente mas com a certeza absoluta que um dia agradeceria por não estar mais lá (sim, esse dia chegou. Mas continuo fudida financeiramente. Mas isso é outra história. Continuemos).

Bem, daí você acorda e resolve fazer um daqueles shakes maravilhosos com massa de banana verde porque né, tá na hora de tomar um rumo na sua vida e você passou até a acreditar em nutricionistas.

E obviamente você só toma metade daquela gororoba que se recusa descer quando você faz o movimento de glutinação. E eu juro que fiz o movimento direitinho, porque taí um movimento que sei muito bem como fazer.

Pois dizem que aquilo lá tira a fome. "Te sustenta". Deve ser o mesmo povo que diz que o pão integral "te sustenta" também. Eu deveria ter suspeitado...

O caso é que a minha barriga roncava loucamente menos de uma hora depois de ter colocado aquele troço estranho pra dentro. GENTE. Eu não sou um ser que a barriga ronca de fome pela manhã. Na verdade, a manhã é sempre um sonho para mim, visto que eu só acordo de verdade lá por volta das dez (tudo que acontece antes é o meu eu-sonâmbulo no comando), então, cara, deu algo muito errado naquele processo.

Daí que eu vou lá, na padaria comprar o café da manhã e tem um cachorro meio perdido querendo atravessar a rua e obviamente eu vou buzinar pro cachorrinho se situar e descubro que... a buzina morreu. Cara, como é que uma buzina morre do nada? Mas vamos agradecer e pensar pelo lado positivo, porque eu subi a serra, andei 60 km e não precisei de buzina.

O caso é passar pela a Estrada da Saudade em Petrópolis sem buzina. É tenso. Conhece não, cara pálida? Então, deixe-me explicar o que é a Estrada da Saudade:

Imagina uma estrada cheia de curvas onde mal passa um carro. Então. As curvas são aquelas que deram origem a ideia de "a gente nunca sabe o que vem depois da curva". Se situou?

Pois bem. Essa estrada com nome tão bucólico, onde mal passa um carro de tão estreita, é mão dupla. É mão dupla e passa ônibus, passa caminhão, passa cavalo e ainda tem uns sem noção que estacionam os carros. Nas curvas. E tem os loucos de moto e os loucos com pseudo-carros que vem tudo correndo varado. Tudo assim. Tudo largado na mão de Deus. Então, olha que lindo ir por esse caminho. Ah, e eu disse que é um monte de sobe e desce? Pois é.

Bem, sobrevivi a Estrada da Saudade. Sem danos psicológicos permanentes (espero) e vamos catar onde consertar a buzina. Podia ser só um fusível. Tinha que ser só um fusível porque era só pra isso que eu tinha dinheiro, mas obviamente não era só um fusível. Tudo funcionando perfeitamente nessa área. E daí diz o tiozinho que era a buzina. 70 dinheiros, no mínimo. Pensei "que se foda, eu vou é colocar a buzina que toca macarena e vamos tudo ser felizes". Só que o tiozinho não tinha tempo pra trocar a buzina, e que ficaria por isso mesmo. Super simpático esse homem. Sério. Não sei porque ainda perco tempo nessa loja. Sou sempre super bem tratada. Só que não. Mas a Cidade Imperial tem disso, sabe? Não, não de antipáticos. Quero dizer. Tem também, mas nesse momento é o quero dizer é que há profissionais que são absurdamente bem recomendados... Então, você só consegue pensar nele. E vai lá se sujeitar ao mal humor do homem e... Isso aê. Ele te despreza. Então, vamos catar onde fazer isso...

No meio do caminho vem um cara em direção o carro, fazendo sinais. Abaixo o vidro (porque eu sou uma topeira nas horas mais impróprias) e o homem na maior cara de pau me pergunta: "Võncê põnden me dãr uma cãrõnã?". Pois é. O fanho do nada, me para quando estou saindo do mecânico pra me pedir carona. Claro que não dei. Ainda mais que tava chegando um ônibus. Vai pegar ônibus, meu filho!

E me contam de outro lugar onde poderiam trocar a minha buzina. Lá do outro lado de onde eu tava. E vamos lá dar a volta... E tem uma blitz. "Pô, que coisa normal, garota". Normal se você mora ali na Maré, meu filho... Eu tô na tarde de uma Sexta-Feira na Cidade Imperial! Isso não existe (tanto não existe que estavam várias pessoas nas janelas de suas casas observando o "movimento"). E o carro que está na frente do meu é parado. O policial com uma pistola em punho. Olha pros outros policiais com cara "e agora? o que que eu faço?" E foram dois minutos uns olhando pros outros e eu só pensando "só falta o cara do carro realmente tá devendo e sair atirando achando que tá num filme de Quentin Tarantino". Eu não queria outro carro furado à bala. Sério, não queria mesmo. Mas daí os tiozinhos resolveram que seria de bom tom liberar o trânsito pra tirar tudo de dentro do carro do homem... E vamos seguir a vida, catando o Sr. Orlando que, teoricamente, salvaria minha buzina.

Já disse que não se tem onde estacionar naquela cidade? Pois é. Dá até pra entender por que as pessoas largam os carros em ruas estranhas como a Est. da Saudade, visto que não se tem onde largar os carros na cidade. E eu tinha que ir pra uma das ruas mais movimentadas do centro histórico. Legal, pensei, é uma elétrica de automóveis, vai ter onde parar... É, tinha. Só que tinha um caminhão gigante descarregando produtos. Exatamente onde eu deveria parar. Murphy deve pensar assim: "vamos piorar mais um pouquinho pra ver até onde ela aguenta". Mas tá sussa. Tô com os medicamentos em dia, pode largar tudo que eu aguento.

E aguentei. Acho que Murphy até cansou porque o caminhão gigante saiu! E veio um menino de 15 anos me atender. Sim, 15 anos. E eu explico que a minha buzina morreu. Que não, eu não sei o que aconteceu, não eu não sei quando começou e PELO AMOR DE DEUS que eu não tenho dinheiro pra buzina nova... E o menino vem com toda a calma do mundo, mostrando que deve ser a reencarnação de um monge budista e mexe dali, e olha do outro lado e em 5 minutos coloca a bicha pra funcionar! E daí que o profissional super recomendado tinha condenado a minha buzina e o principiante a salva.

Outra coisa de Petrópolis é isso - quando perguntei quando era, o rapaz disse que não era nada. Simples assim. Óbvio que não é 100% e que sim, há "espertinhos" mas muito menos que veríamos no RJ, por exemplo - porque a cidade é pequena e se o cara faz algo que manche a sua reputação em pouco tempo todo mundo vai saber. Malandro não se cria...

Como o eletricista foi tão honesto, é óbvio que a ajudo com alguma coisa. E nem precisa ser muito pra deixá-lo feliz. Aqui no RJ tudo tem que ser de R$20,00 pra cima. Em Petrópolis, não. O que vem, é bem vindo.

E daí que no meio de um dia tão turbulento, com tantas provas de paciência, a gente acaba descobrindo coisas legais e vendo que ainda há coisas boas, inclusive nos nossos dias mais cagados. É só trocar o filtro. E aprender a rir das próprias pequenas desgraças.

;-)

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