O que sinto não tem nome...
mas vamos resumir dizendo que se parece muito ao ódio.
E daí que eu não posso dar nomes aos bois nem falar dos fatos em questão para tamanho ódio. Nem ilustrar a cena. Qualquer coisa que eu diga, pode fazer as pessoas envolvidas se localizarem e, opa, isso pode dar processo. Ou, pelo menos, dor de cabeça.
Bem, mas vamos tentar aliviar meu pobre coração.
O caso é que me irrita muito quando as pessoas me fazem de otária. O pior é que, avaliando friamente, eu deixei que me fizessem de otária, simplesmente, porque fiz algo que a gente nunca jamais em tempo algum deve fazer: eu confiei.
Cara, na boa, nos dias atuais eu descobri que não dá nem pra confiar na própria mãe, imagina numa pessoa totalmente estranha?
Porque, né, as pessoas só pensam no seu e o que sobrar que os demais dividam. Mas eu, né, garota essssperrrrta suburbana carioca, pensei que era malandra.
E. PUTA.QUE.PARIU. que ódio.
E o pior é ficar vendo e pensando "porra, mas este ser é tão inexperiente, como é que me deixei levar?".
Avaliei friamente. E ponderei o seguinte: eu não fui somente na onda da pessoa feladaputa em questão. Nãoooo... Ela pode até ser inexperiente, mas sabe fazer as coisas bem para enrolar os demais: ela veio com amiguinho que deu maior apoio e disse o quão legal e boazinha era ela. E eu, que legal, acreditei. E deixei pra lá. Pode deixar que a fala mansa loirinha e carinha de anjinho que quer ser amiga vai fazer tudo de melhor para mim. Ah, tá, senta lá Claudia!
E tem uma coisa que é clichê, mas é muito verdade: o pior cego é aquele que não quer ver. Porra, minha filha, se o seu coração te der um sinalzinho que seja que vai dar merda, não pense "ah, eu sou muito negativista". Pois não é. Você tem um bruxa dentro de você - porque todas nós temos - então, por favor, escute-a a tempo. Não deixe como a paspalha aqui que acreditou num sorrisinho bonitinho e agora amarga a realidade.
E o ódio.
Ou essa coisa que ainda não tem nome mas toma cada parte do meu ser.
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