Daí que as pessoas...
... estão por aí, desfilando a sua alegria pelos meios virtuais, fazendo a vidinha parecer suuuuper interessante.
E eu tô na luta, né, chegando na sexta com as pendências de segunda passada na conta, porque a porra do tempo não pára.
Sério, queria saber onde é que vende tanta disposição, tanta vida, tanta coisa legal e divertida pra se fazer. Porque eu devo estar muito seletiva, porque nada me atrai.
Dia desses teve comemoração num dos trampos (final de ano, sabe como é, todo mundo quer celebrar TUDO). E daí que acredito que um dos grandes prazeres da vida é comer. Pois pode tudo estar dando errado, vamos comer que é o que nos resta, e a esperança reaparece! Bem, mesmo que não reapareça, como o suficiente para não ter que pensar em nada e poder hibernar. Enfim...
E fui eu lá, comer com os convivas e todo mundo dizendo "nossa, que maravilha", "que coxinha maravilhosa! Vou encomendar", "Que bolo perfeito!" e eu pensando "não vale as calorias".
Não, não é que estivesse ruim.
Não, não é que as pessoas estivessem sendo falsas.
O problema sou eu. Eu que não estou vendo mais graça em nada. Acabei de comer japonês - coisa que como todos os dias porque amo de paixão - e pensei, já deu.
Pois é.
Até japonês já deu pra mim.
Assim como aconteceu com massas, com Outback, com junk food em geral.
E de repente começo a achar graça em arroz com alface - não, não tente entender. Só aceite que considero maravilhoso.
E vamos lá, para mais um giro estranho na minha vida...
... tem o lance dos sapatos também.
Porque hoje olhei umas 5 vitrines e nada me atraiu. Eu, a sucessora de Imelda Marcos, aquela que compra, no mínimo, 5 pares por vez, olhou para as vitrines e fez: nhé, nada apaixonante.
Não sei se é o final do ano, não sei se são os estresses novos que se juntam com os estresses antigos, não sei se é a minha observação e a constatação de que tudo está muito homogêneo, ou então é isso o conjunto inteiro, mas eu começo a querer me desligar, a querer algo diferente, a querer algo que... eu não sei, simplesmente isso.
E esperemos para a próxima inconstância.
Comentários
Ando tão assim...
Não vou dizer mais nada, afinal, você já disse tudo.
Beijos