Você, verdadeiramente, assume seus defeitos?
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Sei que vai ter gente que vai pensar "coitada, ela pratica o auto-engano" ou, então, vai dizer "coitada, precisa de análise porque não se aceita e por isso se critica tanto".
Não, eu não vou tentar argumentar ou defender tais pensamentos. Isso me cansa.
Sem contar que sou livre o suficiente para mudar de ideia e daqui a 6 meses estar te afirmando que não há nada melhor do que a hora da sessão com a minha analista - que vai que acabou de se formar e a gente ainda não se esbarrou.
O caso é que eu sei até onde vou, o que sou capaz de fazer e as merdas que porventura poderei dizer. Assumo o quanto posso ser preconceituosa, crítica e filha da puta quando me convém - não é minha postura normal, mas... acontece!
Sei que posso manipular, transformar e readaptar - se me for necessário.
E não é que me orgulhe, simplesmente aceito que as coisas acontecem assim no mundo real. Me acostumei.
Também sei que não gosto de engolir sapos. Sei que o meu primeiro impulso vai ser dizer não. "Não" é algo que me sai muito facilmente. Mas não sou uma pessoa negativista. Sou é egoísta mesmo. E preguiçosa. Menor esforço é o que há.
Não sou organizada nos padrões vigentes - seja no mundo material ou mental. As coisas devem acontecer na minha linha de raciocínio, senão, me perco.
Não tenho paciência com gente lerda. Não tenho paciência com gente escrota. Finjo que não vejo, que não escuto.
Sou metidinha, sou nojentinha e sim, eu quero ser o centro das atenções sempre. Sou metida a engraçadinha, falo demais e falo alto.
Não, eu não dou beijinhos em pessoas, não, eu não abraço pessoas, não eu não divido meus lanches com pessoas. Porque eu não quero. Adoro meu espaço e distância. Sem contar que eu acho que há germes em todos os lugares, então, por favor, fique longe.
Sim, eu sou assim. Sim, essas são características minhas. Só que...
Os sapos vêm e mesmo que eu os negue, mesmo que eu ache que as coisas são uma merda naquele momento, eu refaço o pensamento, coloco um sorriso e digo que verei o que pode ser feito. Porque tudo nessa vida tem mais de uma interpretação, não é mesmo, e se alguém me diz que "tem que ser assim" e se depois de meia hora eu achar que "pode ser assim" eu vou dizer OK e vamos em frente. E eu vou esquecer. Não vou me remoer, não vou odiar ninguém por isso. Se sempre for assim? Bem, se não me agradar mais lá na frente, mudo meu rumo, abro mão. Porque a minha felicidade é muito mais importante.
Daí que tem a minha preguiça e minha organização totalmente particular - não são características que existam somente em mim, não é só eu quem diz esse clichê. Mas, sinceramente, eu invejo aquelas pessoas que nunca tem preguiça, que estão sempre dispostas a acordar cedo, que entram a noite seja trabalhando, seja na farra e... putaquepariu, invejo nada, porque dormir é algo maravilhosos! =P Bem, eu só tenho que me policiar. Porque devo sofrer de TDA - e tudo é muito mais interessante que as coisas sérias, é bem verdade. E eu procrastino sempre e sempre. Mas... no final eu faço. Me estresso, grito e choro, mas faço. E fica tão bonitinho, tão bem feito que ninguém imagina o louco que foi para chegar ao resultado. É que eu funciono bem sob pressão? Pode até ser.
Paciência é algo que eu não tenho nem comigo mesmo - sobretudo comigo, que posso ser escrota e lerda ao extremo! Mas é um trabalho, um processo. É um FODA-SE bem grande no meu pensamento sempre que algum exemplo de escrotice ou lerdeza se aproxima de mim. Daí eu faço uma análise rápida. O cara é lerdo por que quer ou é defeito de fábrica? Porque os que são lerdos porque querem, porque se acostumaram com todo mundo dando tudo de bandeja, eu coloco na linha rapidinho novamente. Deixa de ser lerdo num piscar de olhos. Agora aqueles que vieram com esse pequeno problema de fábrica, putz... Putz nada! Todos os lerdos que conheci até hoje o são por puro comodismo! Então vamos colocar esse povo pra pensar!
Escrotos... ah, os escrotos... Bem, alguns são assim por falta de opção. Acham que estão sendo "descolados" ou "legais" ou "divertidos". Porra, escrotos, eu só tenho um desejo para vocês: MORRAM.
Porque nem eu consigo uma dose de escrotice tão potente. Porque me cansa. E olha que eu sou ótima representando papéis.
Eu sou engraçadinha? Pois é sem querer. Sério. Quando acho que já foi demais, me calo. Canso. Porque as pessoas não vão entender a minha linha de raciocínio, meu pensamento - não, eu não sou muito adiantada para a minha época. Eu só faço parte de pequeno grupo que vê que o mundo não é perfeito, que a sua mãe não é uma santa e que tudo nessa vida tem uma explicação (racional ou não) ou, pelo menos, uma justificativa. E ainda há o fato de que eu não sou positivista (nem negativista) e sim realista. Tá, o mundo pode me taxar de pessimista, mas, sorry, se eu sei que vai dar merda eu não vou tapar o sol com a peneira nem pintar de cor-de-rosa. Assumir as merdas e recomeçar verdadeiramente é o que nos salva da perdição. Não é conselho do Dalai Lama nem a filosofia de vida da Madre Teresa de Calcutá.
Odeio pessoas que já chegam com "cadê o meu beijo?". Porra, sei lá, vai lá pedir pra puta da esquina, mas não peça para mim. Uma vez uma pessoa ficou toda de "mimimi" e perguntando "você está com raiva de mimmmm?" porque eu cheguei e não dei beijinhos nela. Quando percebi que ESSE era o motivo para tamanho melodrama, aí que não beijei mesmo. Se fuder. Vai procurar macho pra curar essa carência. E eu sofro muito nessa minha família classe-média-suburbana que acha que amor só se mostra através de toque. Porque o mundo quer beijos e abraços. E eu não quero abraçar e beijar o mundo. Daí o problema é verdadeiramente eu? Daí que sou eu que não respeito a individualidade alheia ou o modo de pensar dos demais? Daí que sou a intransigente?
Bem, que seja, mas sou inconstante também. Porque tem gente que eu sempre vou querer beijar e abraçar. Tem gente que nem precisa pedir que eu já dou aquele abração de urso! =D Porque é gente que me passa boa energia, que vejo que o faz por sinceridade e que, MAIS IMPORTANTE DE TUDO, não o faz simplesmente por ser uma convenção social ou por carência afetiva - o faz porque gosta, o faz por considerar importante. Entendeu a diferença crucial, cara pálida?
De falsidade, o mundo tá cheio. Assim como de energia negativa. Por isso, quero distância, obrigada.
Então, como eu já sou alguém que tem como opção de vida o egoísmo, quando eu ofereço alguma coisa - seja comida, bebida, carona, algo emprestado - saiba que o estou fazendo porque quero e não porque me senti forçada a tal coisa. E sim, eu vou negar se alguém pedir e eu não quiser dar. Simples assim.
Então, desse meu jeito torto, sou amiga de quem merece, ajudo quem eu quero e sigo pelo caminho que tenho plena consciência de que escolhi. Se faço o que não quero para seguir? Obvio. Porque sei que a vida vai muito além de fazer, simplesmente, o que gosto. Mas não me prendo a isso. Eu sigo. As pessoas tem a tendência a não seguir, não é mesmo? A se "arrepender" e ficar nisso, ad aeternum. Eu fico por uns... 5 minutos. Daí depois esqueço. Ou me forço a esquecer. Só não me prendo.
A única coisa que defendo é que eu seja quem sou e saiba que o sou, para que poder, quando quiser, mudar o que não me agrada e não ficar de lamúrias e simplesmente dizer "porra, eu era assim, mas agora não sou mais. Que bom".
(*) Não reli. Deu preguiça. Relevem os erros. Ou não. Eu não os relevaria. Sei disso. =P

Comentários
Eu, eu, eu.
Saudade daqui e de vc.
Te linkei corretamente lá no blog e vai ficar mais fácil te visitar.
Bjim.
Sua fã.