A semana acabou exatamente como começou - um cu.
Mas está tudo bem, segui tranquila. Vi o que deveria ver, aceitei o que deveria aceitar e vamos que vamos.
(você sabe que as afirmações aí de cima não são a verdade completa, mas eu me divirto com a ironia de ser absurdamente positivista.)
O caso é que eu descobri que tudo me é facilitado se eu, simplesmente, não brigo contra a maré. A frase que uma das minhas personalidades mais gosta de dizer é "isso independe de mim". E nem é o meu lado preguiçoso que o diz. É o mais sensato. Porque, né, é assim. A difícil arte é o separar o que realmente é merda que eu não poderia evitar do que era evitável.
Porque, na verdade, a grande maioria das coisas partem de decisões. Decisões que eu tomei, cara pálida, então sempre rola aquele lance de parcela de culpa. "Você tem o livre arbítrio para se fuder com as suas próprias consequências". Então, olha lá, nós de novo. E vem de novo, aquela voz e diz "no momento, isso independia de você". Porque eu achei que aquela fosse a melhor escolha. Mas é um círculo vicioso. Ter crescido num colégio católico sempre vai fazer com que eu imagine que a culpa é minha, só minha, integralmente minha.
Obviamente o processo de aceitação é uma merda. Tipo, se eu fosse mais forte para bebida, era o momento perfeito pra atacar o uísque do progenitor. Não pra tomar um porre, só porque eu acho digno e chique, no final do filme o carinha tomando um uísque imaginando a sua vingança. Nem precisa ser no final, é verdade. Acho chique o lance da vingança que dá certo e não é na novela das 8h. Ou das 9h. Ou sei lá.
Bem.
Mas a semana acabou e o ciclo recomeça.
E da-lhe ladeira abaixo.
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