Ninguém é insubstituível

Parta dessa premissa e tudo será mais fácil quando o que você considera eterno ruir. Pois é, outro erro de planejamento, meu caro - nada é eterno. Porque nada é imutável.

Viu como o problema de tudo está dentro de você mesmo? Que tudo está relacionado a essas ideias-base que te colocaram como certas e que você acatou por ser mais fácil, mais prático, por soar como correto.

Mas não o é.

Vamos lá, você se considera tão importante, tão a mola da engrenagem. O mundo não vai parar se você não estiver lá. Desculpa, mas não vai. Para uns poderá ser mais difícil voltar a rotina. Talvez não volte nunca a ser como antes. Mas algo será. O mundo vai seguir, vai continuar. E as coisas vão ser assim. Sempre foram. E desculpa, tá, mas vou ter que te lembrar - de novo - que você não é aquele que mudará para sempre a história da humanidade.

Claro, óbvio, que eu queria ser insubstituível. Todo mundo quer. Todo mundo quer ser o super herói que salva o mundo na hora H. Mas não há como. Então, o que faço? Trabalho no campo real.

Não vou ser aquela aquela que mudará tudo para sempre? Pois bem, que eu fuja da mediocridade. Que eu seja mais do que aquela que fez só o básico. 

E não, não faço isso pelos demais. Poucas coisas faço pelos demais. Ai, mentira. Eu não faço nada simplesmente para o próximo - a minha primeira motivação é me sentir bem. A parte boa é que eu não sou sociopata e não me sinto bem só fazendo o mal a terceiros, né.

E, sim. Estou no processo (estou sempre no processo de algo, eu sei).

Porque eu ainda fico imaginando como seria salvar o mundo pelo menos uma vez.
Ok, que não fosse o mundo, mas algo que me fizesse aparecer, sei lá, pelo menos numa daquelas matérias sensacionalistas dos Fantástico. 

Pois é.
Ainda há muito o que trabalhar nessa evolução.

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